AGE para reforma do estatuto é adiada por falta de quórum; grupo acusa manobra

Presidente do Conselho afirma que segue o regimento; FVP convoca torcida mesmo com adiamento da Assembleia.


Publicado no Arena Rubro-Negra

Foto: Mateus Barbuda / Arena Rubro-Negra

Por Mário Pinho

A Assembleia Geral Extraordinária que votaria a reforma do estatuto social do Esporte Clube Vitória foi adiada na reunião do conselho desta segunda-feira (26). A decisão, segundo o presidente Fábio Mota, foi tomada por falta de quórum qualificado para a convocação.

“Feita a verificação foi registrado 55 Conselheiros presentes; O Estatuto Social do Clube, exige quórum qualificado para encaminhamento de projeto de reforma de Estatuto para a AGE (Art. 36, XV). Tínhamos que cumprir o rito. Rito é regra e se não cumprido causa nulidade”, explicou Mota ao Arena.

O grupo Frente Vitória Popular reagiu à decisão, acusando o conselho de realizar uma “manobra antidemocrática” para impedir a AGE. Em outro tweet, a FVP acusou os conselheiros ligados à atual gestão de boicotar a reunião.

Em entrevista à Rádio Itapoan, um integrante do grupo, Vagner Santana, lembrou que a AGE do próximo domingo (1) foi deliberada em assembleia realizada em março (quando também ficou decidida a antecipação das eleições que elegeram o atual conselho e o presidente Paulo Carneiro), e que essa decisão não pode ser revertida pelo conselho.

“É uma decisão soberana em conformidade com o Art. 24 do estatuto (…) Precisaríamos de maioria absoluta para que as propostas trazidas fossem votadas. Isso não quer dizer que não tendo maioria como não teve hoje, não pode ter AGE domingo. (…) Ela está prejudicada não por falta de quórum, mas por uma leitura equivocada da mesa diretora”, explicou.

Mesmo com a suspensão mantida pela mesa diretora do Conselho Deliberativo, a Frente Vitória Popular publicou uma convocação para os rubro-negros comparecerem ao Barradão no próximo domingo.

Já o presidente Fábio Mota afirma que uma nova AGE será marcada. “Vamos fazer uma nova reunião para tanto. Reabrir prazos para emendas, marcar reunião para apreciá-las e depois fazer AGE, conforme estabelece o estatuto”, informou.

Falta grana

Outro argumento utilizado pelo presidente Fábio Mota foi a ausência de verba para realizar a Assembleia Geral. Segundo ele, é necessário a instalação de toldos, sonorização, cadeiras e banheiros, custos que o clube não tem condição de assumir.

“O Conselho não contribui com o clube do ponto de vista financeiro, tiraram todas as taxas. Hoje as reuniões do conselho quem paga é o Esporte Clube Vitória, caindo das pernas. Eu fiz uma carta sugerindo uma anuidade facultativa para cada um dos conselheiros e de 170 apenas 5 depositaram. Então é muito fácil você criticar, fazer discurso, e não entender que o clube está passando pela sua pior crise financeira da historia. Nós não temos R$ 8 mil reais para fazer a AGE, não temos mesmo não, essa é a grande verdade”, desabafou.

Ainda segundo Mota, os gastos com AGE realizada em março até hoje não foram pagos pelo clube.

Com apuração de Marcello Góis.

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