Sobre a atual situação do Conselho Fiscal do EC Vitória

Reafirmamos a necessidade de reforma estatutária, convocando eleições na sequência, evitando a estagnação do clube em meio a esse caos, levando a uma inevitável intervenção judicial.


É de conhecimento da torcida a crise técnica e institucional que atravessa o nosso clube. Os últimos quase três anos da gestão de Paulo Carneiro vêm acontecendo sem uma verdadeira fiscalização, apesar das exigências legais (PROFUT) e das inúmeras suspeitas que pairam sobre o Vitória.


Essa situação é resultado de um estatuto social frouxo, que permite a existência de um Conselho Fiscal 100% alinhado ao presidente, e um Conselho Deliberativo omisso para uns e autoritário para outros, comandado por Fábio Mota. Sem autonomia, não é possível acontecer uma boa fiscalização.


Entretanto, nos últimos meses a base de Paulo Carneiro ruiu. Além de ter perdido vários apoios importantes, o presidente do Conselho Fiscal, Jailson Reis, saiu da inércia e resolveu timidamente cumprir o seu papel, apresentando uma denúncia contra Paulo Carneiro ao presidente do Conselho Deliberativo.


Nós da Frente Vitória Popular, mesmo tendo 28 conselheiros eleitos, não tivemos acesso à denúncia de Jailson Reis. É assim que o Vitória vem funcionando, apesar dos nossos requerimentos pedindo por transparência. Conheceremos a íntegra da denúncia na reunião do Conselho Deliberativo marcada para 23/08, caso não aconteça mais uma manobra.


Nesse mesmo dia também será apresentado o relatório da Comissão de Ética, que deve – e assim esperamos – solicitar o afastamento de Paulo Carneiro, cabendo ao Conselho Deliberativo confirmar o que os documentos irão comprovar.


Entendemos que a denúncia de Jailson Reis, assim como o relatório da Comissão de Ética, tem validade, mesmo tendo sido reduzido a apenas um membro o Conselho Fiscal, pois o clube não pode ficar sem um órgão fiscalizador.


Lamentamos profundamente o abandono em massa dos demais conselheiros fiscais do nosso clube em um momento tão crucial da nossa história. Por terem sido eleitos, não podiam trair a confiança da torcida, jogando no lixo os votos dos sócios e sócias.


Diante do exposto, reafirmamos a necessidade de reforma estatutária, convocando eleições na sequência, evitando a estagnação do clube em meio a esse caos, levando a uma inevitável intervenção judicial.


Além de acatar a denúncia de Jailson Reis e o relatório da Comissão de Ética, Fábio Mota deve aceitar o pedido de convocação da AGE realizado pela Frente Vitória Popular e apoiado por centenas de sócios, recompondo os órgãos do clube.


Frente Vitória Popular